PERGUNTAS MAIS FREQUENTES
Nas vezes em que vi um Teste de Esforço Cardiopulmonar
ele era realizado em ambiente hospitalar, pois os equipamentos
eram grandes, caros, difíceis de calibrar e manusear. Como isso
está hoje?
Os avanços técnicos mudaram completamente esta realidade. Um TECP,
hoje em dia, é quase do mesmo tamanho físico que um TE convencional.
Seu custo caiu cerca de cinco vezes, em relação há 10 anos atrás,
e o tempo de exame é igual ao de um TE comum. Hoje em dia é um
equipamento para uso em clínica não requerendo mais manutenção
especial. A interpretação do exame exige do médico uma formação
especial. Felizmente no Brasil, encontram-se muitas facilidades
para este treinamento. Ele é um exame mais complexo do que o TE
comum e mais simples do que um Ecocardiograma, por exemplo.
Não tenho pacientes para fazer somente Testes
Cardiopulmonares. Caso eu compre o equipamento, vou precisar ter
dois sistemas de TE? Ou seja, um para o TE comum e outro para
o cardiopulmonar?
O mesmo equipamento já faz os dois exames, utilizando um único
eletrocardiógrafo e um mesmo ergômetro. Somente o software a ser
utilizado muda, dependendo do exame que for ser executado. A propósito,
hoje é possível converter um TE comum em um TECP, mediante um
upgrade do equipamento existente.
Os convênios estão realmente pagando o TECP?
Sim, mas esta não é, ainda, uma regra geral. Alguns convênios,
que possuem cobertura nacional, já se posicionaram e estão pagando
normalmente. Outros estão em fase de estudo e, ainda, existem
convênios que pagam em algumas cidades e em outras não pagam,
dependendo dos interesses locais dos mesmos.
Existe literatura sobre o método?
Sim. Já existem, hoje, quatro bons livros que podem ser comprados
aqui no Brasil ou pela internet. Vários trabalhos estão sendo
publicados e, a cada dia, o número de usuários, trocando experiências,
aumenta. Nos principais congressos brasileiros de cardiologia
o tema tem sido abordado em simpósios satélites com regularidade.